Saúde

Quando usar uma Bota imobilizadora?

Publicado em: 6 de abril de 2021

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

Por: Engaje! Assessoria de Imprensa

Após uma fratura ou outra lesão é obrigatório respeitar o período de cicatrização das estruturas lesionadas.

Uma mulher está andando em uma calçada, com o auxílio de muletas e a Bota Imobilizadora M1 Curta.

A Bota Imobilizadora M1 cumpre sua função sem comprometer a autonomia da pessoa lesionada. #PraCegoVer Uma mulher está andando em uma calçada, com o auxílio de muletas e a Bota Imobilizadora M1 Curta.

O corpo humano, por mecanismos próprios, age para restaurar a região ferida e o papel mais importante de quem se machucou é evitar que esta região sofra qualquer sobrecarga ou movimento que possa dificultar o processo de reabilitação. É nestes casos que a bota imobilizadora pode ser uma excelente aliada: imobilização da articulação do tornozelo, para restauração e cicatrização de estruturas lesionadas como tendões, músculos, ligamentos, ossos e cartilagens.

Segundo o fisioterapeuta Regis Severo, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Mercur, indústria localizada em Santa Cruz do Sul (RS), o período de reabilitação varia de acordo com o tipo, gravidade, localização da lesão e perfil do paciente – que inclui idade e nível de atividade diária – e necessidade ou não de uma intervenção cirúrgica para a colocação de fixadores internos, como pinos, parafusos, hastes, entre outros.

Ele explica que as lesões mais comuns na região do tornozelo são as entorses, conhecidas também como torções de tornozelo, que podem variar em diferentes graus de acordo com a gravidade, ruptura do tendão do calcâneo (tendão que liga o músculo da panturrilha ao tornozelo), e as fraturas da região. “Além da articulação do tornozelo, as fraturas na região do pé, dedos e na perna também podem ser tratadas com uso da bota imobilizadora, substituindo o gesso em algumas situações, de acordo com a gravidade da lesão e a escolha médica”, ressalta.

Cinco adolescentes estão conversando em uma pista de skate. Um dos meninos está utilizando a Bota Imobilizadora M1 Longa.

Nossas Botas Imobilizadoras são bilaterais, podendo ser usadas tanto no pé esquerdo quanto no direito. #PraCegoVer Cinco adolescentes estão conversando em uma pista de skate. Um dos meninos está utilizando a Bota Imobilizadora M1 Longa.

Qual a diferença entre a bota imobilizadora e o gesso?

No caso do gesso, o nível de imobilização é maior, chamada de imobilização rígida, onde a pessoa não conseguirá movimentar a articulação em hipótese alguma, o que não é imprescindível em toda lesão, pois em alguns casos nem todas as estruturas ósseas precisam estar imobilizadas ou inacessíveis. Já com a bota, o nível de imobilização tende a ser um pouco menor, e estará condicionado aos ajustes do produto ao corpo da pessoa, fator que pode ser modificado durante o uso já que existem diferentes modelos e tamanhos que se adaptam ao usuário.

“A diferença maior entre as duas opções se dá no decorrer do tratamento. As botas imobilizadoras permitem que durante o tratamento e conforme a necessidade ou recomendação, o produto seja retirado para a realização de procedimentos fisioterapêuticos como eletroterapia, drenagens manuais, massagens e mobilizações articulares, além de facilitar a higiene local e a troca de curativos, melhorar a transpiração local e reduzir desconfortos como calor, coceiras, entre outros”, explica Regis. Ele ressalta ainda que a bota possibilita maior conforto e facilidade para caminhar quando o apoio sobre o pé lesionado já está autorizado. Por este motivo é importante sempre consultar um profissional da saúde.

Gustavo Corrêa, que já utilizou tanto o gesso, quanto a bota imobilizadora em duas situações de lesão no tornozelo, ressalta que a principal vantagem que sentiu ao utilizar a bota foi na questão da higiene. “Dá para tirar para tomar banho, limpar e até para deixar a região respirar um pouquinho”, conta.

 

 

Uma mulher está andando no pátio de uma casa, com o auxílio de muletas e a Bota Imobilizadora M1 Longa.

Se for necessário tornar a caminhada mais segura, utilize algum dispositivo de apoio, como bengalas ou muletas, para auxiliar no equilíbrio. #PraCegoVer Uma mulher está andando no pátio de uma casa, com o auxílio de muletas e a Bota Imobilizadora M1 Longa.

Alguns cuidados para melhorar o conforto durante o uso da bota

Prevenção de dores no quadril e lombar: A má postura na forma de caminhar pode ser a causa de sobrecargas nas articulações, tensões e de encurtamentos musculares que muitas vezes se traduzem em dor e desconforto. As regiões do quadril e da coluna lombar são normalmente as mais afetadas, pois é o local que normalmente se concentram as maiores tensões e, além disso, é nestas articulações que normalmente tentamos compensar as alterações posturais dos membros inferiores. Para minimizar estes efeitos, opte por botas que tenham solado ergonômico ou que tenham altura compatível com os calçados que você normalmente utiliza.

Prevenindo o inchaço e as dores: É natural que a circulação sanguínea e linfática diminua na região da perna, tornozelo e pé, em função da restrição de movimento necessária pelo uso da bota. Nestes casos o inchaço/edema pode aparecer e causar dor ou desconforto na região. Para minimizar este efeito, procure manter o pé elevado quando estiver em repouso pois isto facilitará o retorno sanguíneo e linfático, diminuindo o edema. Outra boa opção para reduzir o inchaço e ainda aliviar a dor é utilizar compressas frias, através de bolsas térmicas por exemplo, porém nestes casos busque a indicação e orientação do profissional responsável pela sua reabilitação, para saber como e quando retirar a bota para aplicar o frio.

Duas mulheres estão sentadas lado a lado em um banco, ao ar livre. Elas estão sorrindo e acariciando um cachorro de grande porte que está sentado em frente a elas.

A Bota Imobilizadora M1 proporciona mobilidade e conforto através de tecnologias em quatro principais componentes: solado, palmilha, protetor de calcanhar e revestimento. #PraCegoVer Duas mulheres estão sentadas lado a lado em um banco, ao ar livre. Elas estão sorrindo e acariciando um cachorro de grande porte que está sentado em frente a elas.

 

Qual modelo escolher?

Existem modelos diferentes de botas, que se diferenciam principalmente quanto a altura nas hastes de fixação. A escolha normalmente leva em consideração as características da lesão.

Bota Longa: é a melhor opção para fraturas mais complexas e/ou mais distantes do tornozelo, como na região da perna, por exemplo. Serve também para o período pós-operatório de lesões, como as rupturas de tendões e ligamentos, uma vez que as forças impostas à articulação precisam ser anuladas para que a cicatrização destas estruturas aconteça de maneira mais adequada.

Bota curta: opção mais comum para entorses em graus leves e moderados, fraturas estáveis e menos complexas, em especial as fraturas de dedos ou metatarsos (ossos que estão entre o tornozelo e os dedos do pé).

Confira nossos modelos e escolha o que melhor se adapta à sua necessidade.

 

Uma mulher e um homem estão em pé, de frente um para o outro, sorrindo. Cada um deles segura um pacote de pipocas e ele veste a Bota Imobilizadora M1 curta no pé esquerdo. Os dois estão na fila do cinema.

O uso da Bota Imobilizadora permite passar pelo momento de recuperação com mais conforto e mobilidade. #PraCegoVer Uma mulher e um homem estão em pé, de frente um para o outro, sorrindo. Cada um deles segura um pacote de pipocas e ele veste a Bota Imobilizadora M1 curta no pé esquerdo. Os dois estão na fila do cinema.

Outras possibilidades de uso

Pós AVC e lesões neurológicas: as botas imobilizadoras também são utilizadas para posicionar o pé e tornozelo nestas situações, em que tendem a ficar caídos, o que os profissionais de saúde chamam de pé equino. Nestes casos a bota normaliza a posição do pé, mantendo a articulação do tornozelo em uma posição neutra de 90° que evita a deformidade e auxilia no desenvolvimento da caminhada.

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2 respostas para “Quando usar uma Bota imobilizadora?”

  1. Emerson disse:

    Tive uma fratura exposta com cirurgia com platina e 8 parafuso, porem estou sentindo uma so muito forte na panturrilha isso e comun ?
    E estou com ppntos da cirurgia eu posso usa a bota ?

    • Mercur disse:

      Olá, Emerson. Tudo bem? Para que você saiba se a dor é comum, é importante que você converse com o seu médico, certo? Por conhecer o seu caso, ele pode te auxiliar da forma correta e também fazer a indicação do uso da Bota ou não, de acordo com o que for melhor para você. A Bota pode ser utilizada nesses casos, sim, mas essa indicação precisa vir do profissional de saúde. Combinado? Qualquer outra dúvida, estamos à disposição. 🙂

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