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Mata Atlântica

Bioma: Mata Atlântica

Mapa pintando a região do Brasil onde se localiza o bioma Mata Atlântica

A Mata Atlântica é uma área com grande biodiversidade, composta por formações florestais nativas e ecossistemas associados, como manguezais, vegetações de restingas, campos de altitude, entre outros. Estima-se que existam cerca de 20 mil espécies vegetais na Mata Atlântica, incluindo diversas espécies endêmicas (que são exclusivas da região, não existindo em nenhum outro lugar do mundo) e ameaçadas de extinção. Em relação à fauna, o bioma abriga, aproximadamente, 850 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 350 espécies de peixes, 270 espécies de mamíferos e 200 espécies de répteis.

Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, as florestas e os demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica trazem diversos benefícios para a população, como produção, regulação e abastecimento de água; regulação e equilíbrio climáticos; proteção de encostas e diminuição de desastres; fertilidade e proteção do solo; produção de alimentos, madeira, fibras, óleos e remédios; além de proporcionar belas paisagens e preservar um patrimônio histórico e cultural imenso.

Este grande bioma brasileiro já cobriu cerca de 15% do território nacional ao longo de 17 estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. No entanto, devido ao intenso desmatamento e a interferência humana, restam apenas 13% de sua vegetação nativa remanescente no Brasil. Atualmente, cerca de 72% da população brasileira vive na Mata Atlântica, o que representa mais de 145 milhões de pessoas em 3.429 municípios.

Saiba mais - Na época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica era contínua como a floresta Amazônica e constituía a segunda maior floresta tropical do Brasil. Ela abrangia uma área equivalente a 1,3 milhão de km², ao longo da costa brasileira banhada pelo oceano Atlântico. Neste contexto, conservar a Mata Atlântica e a recuperar sua vegetação nativa são ações fundamentais para a sociedade brasileira. Para isso, existem áreas protegidas como Unidades de Conservação (SNUC – Lei nº 9.985/2000) e Terras Indígenas (Estatuto do Índio – Lei nº 6001/1973), além de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal (Código Florestal – Lei nº 12.651/2012). O bioma também é protegido pela Lei nº 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica, regulamentada pelo Decreto nº 6.660/2008. 

O Dia Nacional do Bioma da Mata Atlântica é celebrado em 27 de maio.

Como preservar

Você pode ajudar a preservar o bioma da Mata Atlântica adotando medidas simples na sua rotina. Confira algumas dicas:

- Promova a conscientização do consumo: busque produtores locais, opte pela moda sustentável e faça uma ressignificação da necessidade de comprar;

- Evitar queimadas e desmatamentos;

- Faça a separação dos resíduos produzidos em casa e preste atenção aos ambientes que você circula: reduza o plástico no dia a dia, busque cooperativas locais de reciclagem e procure alternativas para fazer a compostagem do lixo orgânico (existem empresas que fazem compostagem urbana);

- Conheça os parques públicos da sua região e ajude no apoio e na divulgação de iniciativas de restauração e preservação de espécies;

- Participe de iniciativas que promovam o bioma local;

- Fique por dentro das iniciativas do seu município como plano diretor, plano de arborização e iniciativas de preservação da cidade.

Fonte: Corredor Ecológico

Conheca alguns animais da Mata Atlântica

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Parceiro

A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba (Corredor Ecológico) tem como objetivo propor a conectividade florestal e a articulação de diferentes atores sociais, por meio do estudo da dinâmica da paisagem do Vale do Paraíba e do diálogo junto à comunidade, respeitando a cultura local e a serviço da vida. O projeto foi criado em 2009, a fim de interligar diferentes fragmentos de Mata Atlântica na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, conectando 150 mil hectares de floresta. Para tanto, foi desenvolvida uma metodologia, em parceria com a Unesp Guaratinguetá, chamada “Linhas de Conectividade”, que são como fios condutores que unem os fragmentos da mata nativa da região. Desta forma, o que se pretende é interligar o que antes estava isolado, permitindo o fluxo biológico de animais e sementes, além de conciliar conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e desenvolvimento ambiental e socioeconômico da região.

O Corredor Ecológico acredita que é fundamental construir conexões, com foco também nos desdobramentos em educação, cultura e tecnologias sociais com os públicos do projeto: produtor rural (individualmente e em coletivos), poder público, organizações/empresas e comunidades locais. Esse diálogo é determinante para que possam ocorrer ações integradas de reflorestamento, educação, cultura e referências de tecnologia dentro da perspectiva de uma cultura de paz nas ações de reflorestamento.

Saiba mais em www.corredorecologico.com.br

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