Responsabilidade socioambiental

Projeto Borracha Nativa – Mercur alia responsabilidade ambiental e conhecimentos tradicionais da Amazônia

Publicado em: 8 de outubro de 2021
Por: Engaje! Assessoria de Imprensa

Empresa Bossapack lança Ipá Tiá, nova linha de bolsas, carteiras e mochilas impermeáveis com tecnologia desenvolvida em tecido encauchado por meio do projeto Borracha Nativa Mercur.

Desde 2010, a Mercur se relaciona de forma sustentável com as populações tradicionais e originárias da Terra do Meio (Altamira, PA), por meio do projeto Borracha Nativa, que visa a (re)construção da cadeia sustentável da borracha e a promoção de condições sustentáveis de produção florestal. 

 Com o povo indígena Xipaya desenvolveu, a partir dos conhecimentos ancestrais do tecido encauchado, o material necessário para a nova linha de bolsas, carteiras e mochilas impermeáveis da Bossapack, chamada Ipá Tiá (leite da árvore, ou látex), lançada no último dia 01 de outubro, no Rio de Janeiro. As bolsas e mochilas são feitas com tecido 100% algodão, impermeabilizado por meio do encauchado, popularmente chamado os tecidos impregnados de látex natural.

 

A parceria com a Bossapack

A Bossapack, situada no Rio de Janeiro, é uma empresa de mochilas urbanas com foco na mobilidade e desenvolveu seus produtos a fim de representar a cultura brasileira, incentivar a produção local como forma de geração de trabalho e renda nas comunidades, trabalhar colaborativamente com artistas, designers e artesãos e ser sustentável.

A parceria com a Mercur se deu a partir dos tecidos encauchados testados e coproduzidos nas comunidades de povos tradicionais e originários. Para a confecção das bolsas, carteiras e mochilas a Bossapack fornece o tecido de algodão cru e recebe das comunidades o mesmo tecido impermeabilizado (encauchado) colorido com os pigmentos naturais.  As cores coral e amarela são do Urucum com tratamentos diferentes. O Jenipapo gerou três cores: areia, azulado e o preto. Todo o trabalho é realizado artesanalmente, respeitando o tempo de produção e do meio ambiente.

 

Uma mulher está de pé ao ar livre, em um dia de sol no Rio de Janeiro, utilizando uma mochila amarela.

Uma das peças da coleção Ipá Tiá, da Bossapack, produzida com tecido encauchado. #PraCegoVer #PraTodosVerem Uma mulher está de pé ao ar livre, em um dia de sol no Rio de Janeiro, utilizando uma mochila amarela.

 

Cláudio Martins, da Bossapack, destaca a cocriação, a sinergia amparada no respeito com as culturas e as diferentes perspectivas como a chave para as relações de parceria e colaboração. “Fomos chamados para uma grande aventura com a geração desse produto. Cocriado entre o conhecimento ancestral dos povos tradicionais e originários, a Mercur com seu olhar metodológico e uma empresa de design de moda que desenvolveram esse produto urbano, com uma identidade brasileira e sustentável” afirma Cláudio.

 

Conheça o tecido impermeável encauchado cocriado e produzido nas comunidades indígenas, ribeirinhas e seringueiras 

 

O tecido encauchado com sua flexibilidade e impermeabilidade chamou atenção dos envolvidos no projeto Borracha Nativa. A Mercur buscou junto às comunidades locais aprender como se dava a produção do encauchado tradicional para, então, desenvolver em seus laboratórios diferentes formulações, inspiradas em outros produtos que usam o látex, até chegar em um produto com maior resistência e durabilidade. As pesquisas se deram, também, na aplicação do látex para utilizar elementos disponíveis nas comunidades, a fim de evitar que os extrativistas tivessem que investir na aquisição de máquinas e equipamentos. 

A empresa, ao encontrar a formulação ideal para ser aplicada na produção dos tecidos emborrachados e diminuir os riscos de degradação do material durante o uso, voltou às comunidades para oferecer uma oficina de tecidos encauchados. Reuniu mais de trinta extrativistas e indígenas de diversas regiões da Terra do Meio. Conforme relata Mateus Szarblewski, Químico da Mercur,

“Foi um momento incrível, de trocas e de desenvolvimento final da tecnologia dos encauchados, pois tínhamos uma formulação testada em laboratório, mas ainda faltava validá-la à campo. Neste momento toda a aldeia se mobilizou, produzindo os materiais necessários para a oficina, como forno solar e suportes para fixação do tecido. Instigados pelo potencial do material, testaram diferentes aplicações em tecidos com grafite indígena e cores utilizando pigmentos da floresta como urucum, jenipapo e anileiro. A oficina de encauchados funcionou como um laboratório de cocriação no meio da floresta, na qual todos tiveram a oportunidade de experimentar e ajudar no desenvolvimento do tecido encauchado.”

O potencial dessa matéria-prima chamou a atenção de parceiros, como Cláudio Martins, empresário da Bossapack.

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