Sobre a Mercur

História

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História

Conheça mais sobre a nossa caminhada.

Ao longo da nossa trajetória, passamos por muitas mudanças, produzimos diferentes produtos, convivemos com diferentes pessoas e aprendemos muito com cada uma delas. Evoluímos em nosso jeito de fazer e sabemos da importância que é nos mantermos em constante aprendizado. Hoje, entendemos que construir coletivamente traz benefícios para todos e materializa nosso propósito de tornar o mundo de um jeito bom pra todo o mundo.

O Começo

No início de 1920, cada vez mais carros circulavam pela cidade de Santa Cruz do Sul. E junto com eles, outra novidade também surgia: as lascas de borracha que se soltavam dos pneus, em virtude das estradas cheias de pedras e sem pavimentação.

Carlos Gustavo Hoelzel, então com 34 anos, gerenciava os primeiros passos de sua revenda e oficina de automóveis. E ele consertava muitos pneus lascados. Porém, naquela época, os pneus eram maciços e o conserto ideal exigia colar o pedaço arrancado. Mas colar como? Pensando nisso, Carlos decidiu buscar ajuda.

Seu irmão, Jorge Emílio Hoelzel, era arquiteto mas interessava-se pela oficina. Estava ali a parceria que Carlos procurava. Noites adentro, os dois criaram fórmulas, fizeram experiências e descobriram os segredos da borracha. Quando dominaram os primeiros processos, eles mesmos montaram as máquinas para aplicá-los.

A revenda e oficina de automóveis estava pronta para mudar: além do conserto de pneus, as máquinas poderiam agora criar artefatos de borracha. Assim, em 11 de junho de 1924, nascia a Hoelzel Irmãos, depois transformada em Mercur S.A.

Conheça alguns momentos importantes da nossa história:

Linha
do Tempo

1924

Fundadores Carlos e Jorge Hoelzel

A empresa Hoelzel Irmãos foi fundada em 11 de junho de 1924, pelos irmãos Carlos Gustavo Hoelzel e Jorge Emílio Hoelzel, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.

Carlos Gustavo se interessava por novidades tecnológicas e acabou se envolvendo com a aviação. Nesse mesmo período, abriu a primeira revenda e oficina da Ford da cidade.

Jorge Emílio formou-se em Arquitetura em Porto Alegre e passou a projetar casas e estabelecimentos comerciais de Santa Cruz do Sul.

Ao abrir a empresa, os irmãos contavam com um capital inicial de dez contos de réis e três colaboradores.

1924

Reparo de pneus

A empresa começou visando dois caminhos possíveis para o seu crescimento, inserida na dinâmica de desenvolvimento da região de Santa Cruz do Sul: o reparo de pneus e a produção de artefatos de borracha.

Carlos Gustavo identificou o problema do desgaste que as estradas sem asfalto e ainda muito precárias faziam aos pneus dos carros que vendia em sua concessionária. Havia uma tendência de crescimento do setor automotivo, mas não se conheciam formas de consertar os pneus ou algum tipo de cola que os restaurasse. Preocupado em solucionar este problema, Jorge Emílio dedicou-se a procurar formulações de borracha e fazia constantes anotações de suas descobertas em seus cadernos.

1924

Copiador

Um caderno escrito à mão, deixado por Jorge Emílio Hoelzel, mostra que as primeiras movimentações do negócio começaram no início de abril de 1924. Como um diário, toda a correspondência oficial da empresa era arquivada neste grande documento, conhecido como copiador. Nele aparecem as primeiras tabelas de preço, listas de produtos, rascunhos de novos projetos e registro dos contratos que Jorge Emílio mantinha com fornecedores e representantes comerciais.

1931

Obras da nova fábrica

Em 1931, quando iniciavam as obras da nova fábrica da Hoelzel Irmãos, o mundo ainda lidava com os efeitos da crise de 29.

A construção foi inaugurada em 1932, no endereço onde ainda hoje está situada a Mercur SA, em Santa Cruz do Sul. Até essa data, a fábrica funcionava nos fundos da agência de veículos Ford que pertencia a Carlos Gustavo.

A nova fábrica representava uma aposta na recuperação da economia mundial e uma certeza de que o empreendimento havia encontrado a sua vocação.

1932

Fábrica da Alemanha

Apesar dos desdobramentos que persistiam em função da crise de 29, as perspectivas do mercado lentamente começavam a se mostrar favoráveis. Isso levou os irmãos a fazerem planos mais ambiciosos.

Em meados da década de 30, com a ajuda de economias próprias, dos demais sócios e de empréstimos bancários, Jorge Emílio viajou para a Alemanha e adquiriu uma fábrica de borracha que havia sido desativada. Vieram de navio as calandras, misturadoras, prensas e trançadeiras para mangueira, equipamentos que fariam muita diferença para as pretensões de crescimento da empresa.

Jorge Emílio aproveitou a viagem para fazer um estágio técnico e para reunir documentos que pudessem orientar processos que posteriormente viriam a ser estabelecidos.

1932

Itens sob demanda

Com a instalação da fábrica, a empresa ganhou o nome de Hoelzel e Cia. Ltda. e passou a produzir itens como anéis de borracha, correias, argolas, juntas, arruelas, câmaras para bola de futebol, entre muitos outros, o que fez com que o mix de produtos chegasse a dois mil itens.

Grande parte dos produtos eram produzidos a partir de demandas e especificações de cada cliente, independente de se tratar de um usuário ou uma grande empresa. Assim, em seu início, sua atuação se voltava para conhecer e produzir o que seus clientes precisavam, isso fez com que seu portfólio fosse naturalmente ampliado e estruturado.

Voltar-se para o cliente foi um valor para a empresa em seus primeiros anos de vida. A mentalidade da época refletia uma crença de que identificar e servir ao cliente era fundamental para a evolução dos negócios.

1938

Produtos ícones: borracha de apagar e bolsa para água quente

A borracha de apagar e a bolsa para água quente, que se tornaram produtos ícones no Brasil mesmo diante da enorme diversidade de marcas existente no mercado, começaram a ser produzidos por volta de 1938. A borracha de apagar com a figura do deus Mercúrio fez parte da vida escolar e do imaginário de diversas gerações.

Estes são exemplos bem sucedidos desse processo de diversificação que tinha por base as competências desenvolvidas em torno da matéria-prima da borracha e de inovações que surgiram no mundo, principalmente na Europa.

1940

Bolas de tênis

No início da década de 1940, a Hoelzel e Cia. Ltda. entrou no mercado de bolas de tênis. Ao visitar um fabricante europeu do item, viu-se com entusiasmo a possibilidade de comercializá-lo no Brasil.

Por não desejar comprar bolas e raquetes importadas apenas para revender, a empresa investiu três anos em pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia própria para colocar o produto no mercado.

Durante 20 anos, a Hoelzel e Cia. Ltda. foi a única fabricante de bolas de tênis na América Latina. No entanto, decidiu parar de fabricá-las em 1995 por uma série de fatores, dentre eles, a diminuição do mercado e a entrada de concorrentes estrangeiros.

1941

Segunda Guerra Mundial

Aproveitando a experiência adquirida com impermeabilização, a Hoelzel e Cia. Ltda. começou a fabricar botes infláveis para o exército e coletes salva-vidas para a aeronáutica durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa foi a maneira encontrada pelos irmãos para continuar tendo acesso às matérias-primas importadas utilizadas pela empresa, como a borracha e solventes químicos.

Além de diferentes modelos de bote com capacidade que variavam de 1 a 24 pessoas, foram produzidos também utensílios para hospitais e quartéis, incluindo placas especiais de borracha para proteção contra perfuração de balas e um bote individual com kit sobrevivência, sendo que este último se tornou produto muito popular à época.

1949

Fábrica de Artefatos de Borracha Mercur

Em agosto de 1949, a empresa implementou algumas mudanças visando adequar o negócio ao contexto socioeconômico que se apresentava. Em decorrência disso, alterou sua razão social para Hoelzel S.A. – Fábrica de Artefatos de Borracha Mercur.

Surge então, pela primeira vez, a referência ao deus Mercúrio associada à razão social.

1953

Conceito de linhas de produtos

Uma nova geração da família passa a atuar nos negócios, trazendo à empresa o conceito de linhas de produtos e iniciando os esforços de padronização na empresa.

Até então, muitos dos produtos continuavam sendo feitos sob demanda e apresentavam características muito diferentes entre si, afetando a lucratividade do empreendimento. Era hora de reposicionar o negócio, liberando energias e capacidades para abrir novas oportunidades para a empresa.

1957

Mercado de plásticos

Em meados da década 1950, após uma viagem à Europa, os irmãos se convenceram de que o surgimento do plástico poderia levar as fábricas de borracha a desaparecer. Nesse período, o mundo estava dedicado a expandir a sua capacidade industrial e a percepção se justificava.

Assim, em uma decisão considerada estratégica para a continuidade dos negócios, a empresa se organizou para entrar no mercado de plásticos em 1957, sendo pioneira no estado do Rio Grande do Sul a utilizar o derivado de petróleo.

1961

Nova gestão

Em 1961, começa o processo de sucessão da primeira para a segunda geração da família, que passa a desempenhar um papel mais ativo na tomada de decisões estratégicas.

Nos anos seguintes, a empresa se moderniza, adquirindo novas máquinas alemãs para o negócio de borrachas de apagar. Isso permitiu aumentar e padronizar a produção, oferecendo melhor qualidade ao produto.

Ao mesmo tempo, com o foco no mercado, mais de 400 produtos foram retirados de linha. A empresa passa a ser reconhecida pelo nome Mercur, entra definitivamente no jogo competitivo e a lógica de atuação começa a ser outra.

1963

Indústria de Plásticos Mercur

Em 1963, surgiu a Hoelzel S.A. Indústria de Plásticos Mercur, que a partir dos anos 70 passa a operar no Distrito Industrial, no mesmo lugar onde hoje está uma das unidades de produção da Mercur, em Santa Cruz do Sul.

1964

Linhas de produção

Em 1964, no início da ditadura militar, o governo passou a exigir que as empresas declarassem o custo de produção de todos os produtos. Ao pedir que fosse feito esse levantamento, a organização pôde ter maior clareza sobre que produtos eram lucrativos e quais deveriam ser descontinuados.

A Hoelzel S.A. – Fábrica de Artefatos de Borracha Mercur passou a ter, então, sete linhas de produção, sendo estas divididas em: escolar, produtos para escritório, esportiva, farmacêutica, hospitalar, plástico e industrial.

1968

Falecimento de Jorge Emílio e Carlos Gustavo Hoelzel

Jorge Emílio faleceu em 1968, aos 76 anos. Na época, a Mercur já era uma empresa conhecida internacionalmente, exportando para diversos países ao redor do mundo. Carlos Gustavo veio a falecer no ano seguinte, aos 83 anos.

Com a ausência de seus fundadores, um ciclo se encerrava na empresa.

1971

Metalplas e a fabricação de raquetes

Em 1971, buscando complementar a linha esportiva, que já contava com as bolas de tênis, uma nova empresa foi fundada: a Metalplas Artefatos Esportivos Ltda. Ela era voltada para a fabricação de raquetes de madeira, alumínio e compostos de fibras para as modalidades de tênis, mini-tênis, tênis de praia, padel, squash e ping-pong, além de outros artigos para a prática de esportes.

1971

Mercurianas

Ainda em 1971, a Mercur passou a fazer solados de borracha para calçados. Os negócios nesse segmento apresentavam crescimento, o que impulsionou a empresa a pensar na possibilidade de expandir sua capacidade produtiva de solados. Foi nessa época que foram lançadas as sandálias Mercurianas, observando que havia apenas um fabricante do produto no mercado nacional, sendo viável competir com ele no plano regional.

A Mercur investiu nas fôrmas e equipamentos necessários e iniciou o processo de fabricação. No entanto, a venda de solados, destinada a um único grupo empresarial que os utilizava na fabricação de sapatos, ficou comprometida quando esse cliente optou por investir na fabricação própria dos solados de seus sapatos. A venda das sandálias vinha atingindo bons números, porém, a sua produção gerava quantidades excessivas de retalhos, cerca de 40%, que não podiam ser reaproveitados. Associada à redução da demanda pelos solados da empresa, esse problema acabou contribuindo para o fim do negócio de solados no ano de 1976.

1977

Incêndio

No dia 7 de setembro de 1977, os colaboradores da Mercur passaram por um sobressalto. Um princípio de incêndio que começou em caixas estocadas em um depósito de matérias-primas rapidamente se espalhou à seção de câmaras e almoxarifado. Toda a matéria-prima que estava estocada foi queimada.

Assim que perceberam, os colaboradores da empresa correram até a unidade que estava pegando fogo e, com extintores, tentaram minimizar os prejuízos. O envolvimento das pessoas na recuperação das estruturas atingidas foi tão grande que em menos de 20 dias todo o setor destruído já havia sido restaurado.

Mas a ajuda não veio só do público interno, empresas concorrentes do Vale dos Sinos ajudaram enviando matérias-primas e alunos do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) construíram mesas de trabalho para a fábrica. Foram muitos os aprendizados extraídos desse episódio, entretanto, o principal deles talvez tenha sido o da importância da solidariedade e da cooperação. Esses valores, mais adiante, viriam a ocupar um espaço importante na identidade da empresa, relativizando a necessidade por competição para ampliar a importância da cooperação.

1980

Mercur composta por cinco empresa

A alta inflação e a insegurança em relação à instabilidade do sistema bancário do país levou à diversificação de segmentos e propiciou novos investimentos. Em termos econômicos, a década de 1980 foi muito próspera, não apenas para a empresa, mas também para os demais negócios da família. Em nenhum outro período de sua existência houve tanto crescimento. Nesse período a Mercur chegou a ser composta por cinco empresa:

  • Hoelzel S.A. – Indústrias reunidas Mercur: produtos para escritório (borrachas, elásticos), para supermercados e lojas de ferragens (anéis para vidros de conserva, lençóis de borracha) e para farmácias e hospitais (bolsas para água quente e gelo, duchas ginecológicas, aparelhos tira-leite).
  • Plásticos Mercur S.A.: embalagens plásticas, lonas, películas e produtos de plástico para a indústria em geral.
  • Metalplas Artefatos Esportivos Ltda.: raquetes de tênis, frescobol, ping-pong, squash e tênis de praia.
  • Agropecuária Mercur S.A.: criação de gado e fornecimento de lenha para as caldeiras.
  • GM Confecções Ltda.: confecção de roupas para o público infantil e industrial.
1994

Unidades de negócios

Neste período, a empresa começou a questionar a independência dos processos e dos modelos de gestão de seus diferentes negócios. Ao mesmo tempo em que essa forma segmentada permitia foco e controle dos processos, trazia um efeito colateral: dificultar a formação de uma cultura organizacional que expressasse uma identidade única. Neste ano, a empresa estava organizada em duas unidades: uma de borracha e outra de plástico.

1998

Reestruturação das unidades de negócio

Em 1998, ocorreu uma nova mudança. Dentro do curto período desde a última reestruturação, percebeu-se que as Unidades de Negócio permaneciam desintegradas. A administração das finanças de cada uma delas, por exemplo, era feita de forma separada, por equipes diferentes.

Entretanto, a Mercur deveria se constituir em uma só empresa e a dispersão de informações contribuía somente para dificultar o controle dos negócios. Mais uma vez as unidades de negócio foram reestruturadas e passaram a se chamar Stationery (escolar), Body Care (saúde) e Laminados de Borracha.

2000

Subsidiária em Miami

Neste ano foi tomada a decisão de que o crescimento da Mercur precisaria acontecer não apenas por meio de estratégias voltadas ao mercado interno. Deveria contemplar também a conquista de novos mercados no exterior, através do incremento das exportações.

Considerando que, no início dos anos 2000, o mercado norte-americano constituía o maior mercado stationery do mundo, a Mercur estabeleceu uma subsidiária nos EUA. Após uma pesquisa envolvendo diferentes estados americanos, a decisão foi por Miami, já que a proposta seria atender, a partir desta cidade, vários países da América Central.

2003

Logotipo “Capacete”

Pela primeira vez, os traços fortes deram lugar a linhas mais sutis, contemporâneas. O Mercúrio de traços marcantes foi transformado em um arrojado super-herói, um mito dos dias atuais. Pronto para enfrentar muitos desafios pela frente.

2003

Certificação da ISO

Em ampla pesquisa realizada em 2001, a empresa buscou por elementos que pudessem favorecer uma atualização do posicionamento de suas unidades no mercado. Apesar do peso favorável da tradição representada por sua história, a pesquisa apontou que a marca precisava se alinhar aos valores presentes na sociedade.

Em 2003 e nos anos seguintes, a Mercur decidiu investir na aquisição de novas competências comerciais. É dessa época a busca pela certificação ISO 9001, que obrigou a empresa a estabelecer processos mais consistentes e menos  instáveis, levando a melhorias na qualidade dos produtos e na abertura de novos espaços comerciais.

Como um todo, o processo de adequação até a certificação aconteceu de março de 2001 a dezembro de 2003 e, como não poderia deixar de ser, teve profunda influência na cultura da empresa.

2007

Início da mudança de posicionamento

Inovar sempre fez parte da história da Mercur. Porém, foi em 2007 que a grande mudança começou. A empresa decidiu contratar uma consultoria, focada em estratégias de negócios sustentáveis e, durante esse trabalho, uma pergunta ressoou: qual era propósito da Mercur? Se a Mercur acabasse, qual seria seu legado? Essa questão pedia uma resposta. Não uma resposta antiga, mas algo novo e com olhos para o futuro, como a Mercur sempre buscou fazer.

O tripé humano-sócio-ambiental deu origem às soluções que viriam depois. Hierarquia horizontal, com voz para toda e qualquer pessoa na empresa. Engajamento em atividades de impacto social, promovendo transformações positivas nas comunidades. Compromisso com a redução do impacto ambiental da produção. E assim, a Mercur recriou sua maneira de agir e enxergar seu próprio trabalho. Saiba mais sobre esse processo assistindo ao vídeo Questione sua empresa, mude vidas: Jorge Hoelzel Neto at TEDxLacador.

2007

Nova marca

Com a intenção de traduzir em sua identidade os aspectos de renovação mantendo sua essência, a Mercur renova seu posicionamento de marca. A identidade visual passa a expressar sua tradução e simplicidade.

2009

Direcionadores e virada de chave

Nesse ano, os direcionadores da empresa foram pensados com o objetivo de expressar os valores que orientam a criação de realidades futuras da empresa. Eles são um conjunto de premissas que expressam o compromisso institucional, os princípios de negócios e as competências essenciais que a organização se propõe a atuar. Esse foi um momento de grandes transformações internas devido à mudança para o novo modelo de gestão – preocupado com questões socioambientais, a construção coletiva e espaços de aprendizagem. O ano ficou conhecido pelos colaboradores como a “virada de chave”.

2009

Compromisso institucional

Como parte de seus Direcionadores, respeitando a diversidade que faz parte da vida, a Mercur adotou como Compromisso Institucional: Unir pessoas e organizações para criar soluções sustentáveis.

Desde a implantação deste compromisso, a empresa tem se dedicado a reinventar todas as suas relações, porque sabe que cada atividade realizada na cadeia de valor para atingir objetivos, tem, potencialmente, implicações em pessoas e organizações – além de requerer o uso de recursos e de gerar impactos de diferentes naturezas e dimensões.

Ao mesmo tempo, tem se esforçado para tornar o trabalho significativo, fruto da construção coletiva dos diferentes públicos implicados em seus objetivos e nas responsabilidades que eles exigem.

2009

Redução e compensação de impactos negativos

Em 2009, a empresa passou a monitorar as emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE) gerados nas suas operações e de seus parceiros. Para reduzir essas emissões, passou a utilizar modos alternativos ao rodoviário (como a cabotagem, um transporte marítimo) para transportar produtos e matérias-primas, além de iniciar o plantio de árvores nativas, a fim de compensar os impactos negativos que não podem ser reduzidos.

2009

Papel na educação e a descontinuação de licenciados

A partir do relacionamento com professores e profissionais da educação, a Mercur buscou entender de que modo poderíamos ajudar – ou atrapalhar menos – a educação em sala de aula. Percebeu, então, que alguns produtos reforçavam as desigualdades sociais e promoviam um consumo por impulso. Por isso, a partir desse ano, iniciou o processo de descontinuação de produtos licenciados, itens com personagens de desenhos animados.

2009

Negócios que valorizam a vida

Em 2009 a Mercur decidiu não realizar negócios e parcerias diretas e indiretas com mercados que não valorizam a vida (tabaco, armamento, agrotóxicos etc.), por mais rentável que seja. Além disso, iniciou pesquisas para abolir os testes com organismos vivos em quaisquer etapas dos nossos processos produtivos, optando por métodos alternativos, como testes in vitro.

2010

Reajuste salarial

Buscando reduzir a desigualdade social, desde 2010, a Mercur aplica percentuais de reajuste salarial conforme as faixas salariais, com benefícios maiores para quem recebe menos e menores para os que recebem salários maiores.

2010

Reservas extrativistas

Desde 2010 a Mercur adquire parte da borracha consumida em seus produtos de Reservas Extrativistas no Pará, com o objetivo de incentivar a proteção dos meios de vida e a cultura das populações tradicionais. A iniciativa é parte de um projeto, chamado de Borracha Nativa.

2010

Projeto Pescar

Em 2010 a empresa passou a abrigar na sua sede, em Santa Cruz do Sul, o Projeto Pescar. Trata-se de uma iniciativa que busca proporcionar o aperfeiçoamento pessoal e socioprofissional de jovens, entre 16 e 19 anos, em situação de vulnerabilidade social ou de risco, com vistas à sua inserção, manutenção e ascensão ao mercado de trabalho. O Pescar está presente em cinco países e possui, no Brasil, 91 unidades de atuação, sob responsabilidade direta da Fundação Projeto Pescar. A Mercur está entre os 45 apoiadores institucionais e vem oferecendo a formação profissional desde então.

2011

Fóruns abertos

Da necessidade de ampliar continuamente o valor social de sua atuação, em 2011, a Mercur realizou dois fóruns voltados a sua proposta de valor: o bem-estar. Estes eventos marcantes, mediados pela filósofa Márcia Tiburi, foram abertos à participação da comunidade, embora, na época, fizesse parte da agenda educacional aos colaboradores. O evento inicial tinha a intenção de propor uma reflexão sobre as principais questões da educação na vida contemporânea – tendo como pano de fundo o bem-estar. Essa reflexão serviu de base para a construção coletiva de um entendimento sobre educação para a vida, mais ampla do que a educação para o mercado. O segundo fórum procurou explorar o bem-estar por meio de diálogos entre os participantes, articulando-o com temas como trabalho, família, futuro, liberdade, vida, etc.

2011

Lado B

Em 2011, a Mercur iniciou um projeto em que o desafio era desenvolver um produto com composição que empregasse, predominantemente, insumos renováveis e com menores níveis de emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa). A decisão foi por experimentar mudanças na composição de um ícone da companhia: a borracha de apagar. Daí surgiu a borracha Lado B, que possui em sua composição cerca de 49,28% de matéria-prima renovável, enquanto as demais borrachas possuem apenas 12,9%. Ela é composta por cinzas de cascas de arroz – que foram queimadas para produzir combustível visando a geração de energia elétrica – em substituição a materiais não-renováveis, que tradicionalmente integram a formulação das borrachas de apagar. A cinza da casca do arroz é um resíduo sem utilização posterior, inclusive sem função para aplicação no meio ambiente, ou seja, após transformada em cinza, a casca não possuía outro uso possível. O produto viria a ser lançado em 2017.

2012

Embalagens de papel

Em 2012 iniciou o trabalho para reduzir e eliminar o plástico nas embalagens dos produtos fabricados pela empresa. As embalagens de plástico dos produtos para a área da Saúde foram substituídas por caixas de papel, feitas com papel cartão reciclável e de fonte renovável. Além disso, a impressão é feita com tinta atóxica e o acabamento em verniz à base d’água, que evita contaminações ao meio ambiente após o uso e facilita a reciclagem.

2012

Cisternas

Neste ano a Mercur Iniciou a instalação de cisternas, captando e armazenando água da chuva para reutilizar nas caldeiras, resfriamento de equipamentos e vasos sanitários, com o objetivo de reduzir o consumo de água potável.

2013

Diversidade na Rua

Em 2013, como fruto da aproximação que teve com profissionais da educação, a empresa iniciou o Diversidade na Rua. Trata-se de um projeto com o objetivo de compreender a área da educação de um modo mais amplo, buscando uma nova lógica de desenvolvimento de produtos: a partir das necessidades das pessoas. Dessa forma, a partir dos aprendizados com o projeto, a Mercur deixou de seguir o modelo de negócio em que é comum replicar produtos do mercado e passou a convidar usuários e demais públicos conectados para cocriar recursos que atendam a necessidades reais, com funções pensadas para proporcionar bem-estar.

2013

Faixas elásticas

A Mercur lançou em 2013 as Faixas Elásticas para Exercícios, recursos que possibilitam o fortalecimento de todo o corpo, visando promover o bem-estar. O produto é fabricado com látex natural, matéria-prima renovável. Antes disso, a empresa distribuía as faixas elásticas da Thera Band.

2014

Laboratório de Inovação Social

Com o objetivo de promover cada vez mais interações entre a Mercur e a comunidade, através de momentos de cocriação e aprendizagem, em 2014 foi criado o Laboratório de Inovação Social. Trata-se de um espaço que serve como instrumento para promoção de momentos significativos de ensinar e aprender e, também, de criação de soluções que ajudem a melhorar a vida das pessoas, a partir de necessidades legítimas.

2014

Engrossador grip, engrossador multiuso e borrachões

Ao longo do Diversidade na Rua, a Mercur ouviu professores que engrossavam os lápis com fitas para facilitar o uso por alunos com dificuldades de pega. A partir desta necessidade, lançou o Engrossador Grip. Já o Engrossador Multiuso surgiu para engrossar itens diversos, permitindo sua utilização nas atividades de vida diárias. Também percebeu-se que as borrachas comuns não eram acessíveis para alunos com dificuldades motoras. Com isso, a empresa lançou o Borrachão e o Borrachão Longo.

2014

Cargas renováveis

Em 2014 a empresa substituiu a parafina por cera vegetal em seus gizes de cera. Com a substituição, modificou a composição dos produtos, que passaram de 40% para 80% renováveis. No mesmo ano, lançou duas apresentações de giz de cera vegetal: o Giz Tijolinho e o Gizão, que auxiliam pessoas com dificuldades de pega, ajudam no desenvolvimento da coordenação motora e são mais resistentes a quedas.

2015

CO-labora

Em 2015 a Mercur promoveu a mobilização CO-labora, um projeto com o objetivo de desenvolver muletas considerando novas alternativas de design e matérias-primas com menor impacto humano e socioambiental.

2015

Andadores 4 rodas

A empresa lançou em 2015 os Andadores 4 Rodas com Assento e com Assento e Cesta, visando atender as necessidades de locomoção de pessoas acima de 60 anos, possibilitando uma participação mais ativa na sociedade.

2015

Primeira linha de trabalho

Com um olhar mais amplo para as necessidades das pessoas, a Mercur entendeu que as dificuldades motoras ultrapassam o campo da Educação. Então, em 2015 surgiu a primeira Linha de Trabalho, chamada de LT Facilitadores de Atividades de Vida Diária, colocando em prática a nova lógica de desenvolvimento de produtos: cocriação, legitimação e experimentação.

2015

Frete amigo

Com o objetivo de incentivar a colaboração entre as pessoas e minimizar os custos financeiros e ambientais com o transporte, a Mercur criou em 2015 o Frete Amigo na loja virtual do projeto Diversidade na Rua. Esta modalidade permite a conexão entre as pessoas que iriam realizar um trajeto que poderia ser aproveitado para o transporte de um produto do centro de distribuição da Mercur até o consumidor final de forma gratuita.

2015

Conta solidária

A Conta Solidária é uma funcionalidade da loja virtual do Diversidade na Rua criada em 2015. Trata-se de um fundo que recebe o crédito de quem opta pelo valor maior dos produtos e gera um desconto para quem precisa pagar menos. Assim, consumidores com melhores condições financeiras ajudam aqueles que não podem pagar o preço cheio a terem acesso aos produtos. A opção foi incorporada também na loja virtual da empresa em 2019.

2016

Fixador em Tira, Engrossador em Discos e Cinta de Posicionamento

Em 2016 a Mercur lançou o Fixador em Tira, um recurso que favorece a autonomia e possibilita independência a pessoas que têm dificuldades de segurar objetos. Também desenvolveu o Engrossador em Discos com objetivo de oferecer mais conforto às pessoas com dificuldade de preensão. Outro lançamento da linha de Tecnologia Assistiva deste ano foi a Cinta de Posicionamento, desenvolvida em conjunto com jogadores de basquete em cadeira de rodas. O recurso possibilita que pessoas com dificuldades no controle do tronco, pernas e pés se fixem na cadeira. 

2016

Andador infantil

A empresa lançou em 2016 o Andador Triangular, um dispositivo para auxiliar crianças com dificuldades de locomoção, desenvolvido em conjunto com profissionais da saúde, crianças e familiares, através da experimentação nas clínicas de reabilitação ou pelo uso durante as atividades de vida diária.

2016

Tempera Guache com bico dosador

A Mercur lançou em 2016 a Tempera Guache com Bico Dosador. Ela foi desenvolvida para favorecer o uso compartilhado de materiais na escola e em espaços coletivos, além de facilitar o manuseio e permitir economia, incentivando o consumo responsável.

2017

Pulseira de peso e Engrossador de Talheres

Derivada dos processos de cocriação da LT Facilitadores de Atividades de Vida Diária, a empresa lançou a Pulseira de Peso, um recurso que auxilia pessoas que apresentam movimentos involuntários de membros superiores. Também em 2017, lançamos o Engrossador de Talheres para auxiliar pessoas com dificuldade de preensão palmar no uso de utensílios como facas, garfos e colheres.

2017

Descontinuação do segmento de pisos e revestimentos

O segmento de pisos e revestimentos compreendia peças técnicas industriais, lençóis de borracha, pisos de borracha e linha de isolante elétrico e atendia principalmente a indústria, o varejo e a construção civil.

A decisão estratégica da descontinuação foi tomada em abril e comunicada ao público externo em junho de 2017. A partir disso, iniciou-se a movimentação de grupos de trabalho, que auxiliaram na realocação dos colaboradores do segmento em diferentes áreas da empresa, de acordo com suas competências. Em dezembro do mesmo ano, foi estabelecido o encerramento das atividades.

Além do desdobramento das operações e processos, ocorreu a destinação dos equipamentos para a continuidade da fabricação dos itens através de outras indústrias, atendendo a demanda dos clientes que já dependiam desses produtos.

2017

Agroindústrias locais

A Mercur busca incentivar pequenos produtores ligados a agroindústrias locais através da aquisição de produtos orgânicos para compor boa parte das refeições dos colaboradores na empresa. Para alcançar esse objetivo, uniu forças com parceiros muito importantes: a Ao Ponto, prestadora de serviços em alimentação, o Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e a ECOVALE – Cooperativa Regional de Agricultores Familiares Ecologistas Ltda.

2018

Fixador em tira preto e fixador em alça

A empresa lança o Fixador em Tira Preto, uma alternativa discreta para auxiliar pessoas com dificuldades de preensão a segurar objetos em suas atividades de vida diária. Também em 2018, lançou o Fixador em Alça, um dispositivo que possibilita que pessoas com dificuldades de preensão possam segurar objetos robustos, como copos, brinquedos, canecas, garrafas etc.

2018

Série Corações e Mentes, escolas que Transformam

Em 2018 a Mercur apoiou a série “Corações e mentes, escolas que transformam”, do programa Escolas Transformadoras, do Instituto Alana, para ampliar o olhar da empresa sobre o campo da educação e aprender novas formas de construir relacionamentos que valorizam a vida. Para saber mais sobre a série clique aqui.

2018

Livro Narrativas Mercur

Com o objetivo de compartilhar a caminhada da Mercur e os constantes movimentos para aprender e construir com as pessoas, a empresa lançou o livro Narrativas Mercur – Práticas de uma Gestão em Constante Construção, com um resgate histórico desde 1924. Para fazer o download do livro, clique aqui.

2018

Gestão por projetos

A  empresa optou por uma gestão em que sua atuação se dá por projetos, o que possibilitou mais fluidez nas relações de trabalho e nos processos de cocriação para o desenvolvimento de produtos e serviços. A partir de um destes projetos, a Mercur desenvolveu, por exemplo, seu primeiro recurso com matérias-primas 100% renováveis, a Bolsa Térmica Natural, que seria lançada para o mercado no ano seguinte.

2018

Visão 2050

Em 2018, o grupo de acionistas da empresa se reuniu para avaliar cenários e tendências, fazendo uma leitura do futuro do Brasil e do mundo. A partir disso, considerou como poderia ser a atuação da empresa, numa visão de futuro, até 2050. Eles chegaram então no seguinte propósito: A Mercur comprometida com a construção de relacionamentos que valorizam a vida.

2018

Nova arquitetura

Na Mercur, chama-se de arquitetura o modo como a empresa se organiza em relação a estrutura de pessoas e processos.

A nova Arquitetura foi organizada a partir de uma estrutura-piloto chamada de Via Expressa, dividida por Linhas de Trabalho (LTs) com temáticas específicas que, através do relacionamento com uma rede de pessoas, busca encontrar soluções (produtos e/ou serviços) para atender às suas necessidades. 

A partir da nova Arquitetura, passou-se a olhar para a empresa de uma forma diferente, buscando maior fluidez dos processos e tornando-os mais ágeis e conectados. Desde então, segue experimentando, a partir de uma construção contínua, atenta para as evoluções necessárias ao longo do caminho.

2018

Formação da área de aprendizagem

Desde a virada de chave, a Mercur desejava se manter como uma organização que sempre aprende. E, acreditando que isso acontece através da curiosidade, em se manter aprendendo sobre o que realmente importa, da cooperação, em estarmos dispostos a construirmos esses aprendizados juntos, começaram os movimentos da aprendizagem institucional inserida no cotidiano dos colaboradores. Foi então que, a partir da mudança de arquitetura da empresa, essa necessidade propiciou o convite para alguns colaboradores e a formação de uma área que passou a orientar e estimular os espaços de conversa dentro empresa, a Aprendizagem.

2019

Loja virtual

Em 2019 foi lançada a loja virtual da Mercur. Ela surgiu, principalmente, para ser um novo canal de relacionamento com consumidores e de acesso a informações para o varejo físico. No site há novos conteúdos, fotos e vídeos sobre os produtos. Assim a empresa estaria cada vez mais próxima das pessoas, entendendo suas necessidades e cocriando produtos e serviços que tenham significado para elas.

2019

Bolsa Térmica Natural

A empresa lançou em 2019 o seu primeiro produto desenvolvido com matérias primas 100% renováveis, a Bolsa Térmica Natural. Esse recurso foi desenvolvido com caroços de açaí da Palmeira Juçara, fornecidos pela Econativa e de algodão agroecológico, vindo da Cooperativa Justa Trama. Ambos fornecedores possuem um alto senso de responsabilidade com o meio ambiente e as pessoas. Desta forma, o direcionamento de geração de ocupação e renda e o posicionamento da organização são fortalecidos, além de promover um relacionamento pautado pelo comércio justo e solidário.

2019

Lunetas à vista

A partir do relacionamento com o Instituto Alana, a Mercur realizou  pela primeira vez no Sul do País o evento Lunetas Avista,  que surgiu de uma vontade de ampliar os olhares, ser plural e conhecer de perto as infâncias do Brasil. O evento promoveu conversas sobre como os adultos podem propiciar um ambiente seguro para que as crianças apenas “sejam”? e quais os desafios para criar condições para que essa potência seja alcançada. A partir de painéis com foco em território, família e escola, os especialistas convidaram o público a refletir e a compartilharem experiências em um espaço de acolhimento e trocas. Leia mais sobre acessando: Como criar um espaço livre para a criança ser? | Lunetas Avista.

2020

Papo Mercur

Em 2020 a Mercur iniciou a produção do próprio podcast, o Papo Mercur. A ideia de criá-lo surgiu para aprofundar os conteúdos que já circulavam pela empresa, compartilhando com mais pessoas as ideias, os sonhos, os estudos, enfim, compartilhar conversas que já aconteciam na Mercur, só que na frente do microfone. Confira em: Podcast Papo Mercur.

2020

Guia Jeito Mercur de se relacionar com o público infantil

Ao desejar preservar a infância e contribuir com a formação de consumidores mais conscientes no futuro, a Mercur desenvolveu um guia para orientar a forma como deveria acontecer o contato da empresa com as crianças. O material se voltava à busca por resguardar as pessoas menores de 12 anos do assédio comercial e não incentivar a banalização do hábito de consumir. Por meio deste guia, a empresa reiterou sua posição de não desenvolver ações voltadas à publicidade infantil ou utilização de mão de obra infantil. Saiba mais em: Jeito Mercur.

2020

Nova Muleta Canadense Fixa

O processo de cocriação da nova Muleta Canadense Fixa iniciou no projeto CO-labora, em 2015. Na busca por reduzir seus impactos ambientais e investir mais energia e recursos nas comunidades nas quais atua, a Mercur investiu no domínio de tecnologia para o beneficiamento do metal e no processo de injeção de plástico, adquirindo novos equipamentos e aprendendo novos processos. Esse foi o primeiro item da linha Apoio da marca produzido totalmente no Brasil e que utilizou 24% menos alumínio que a versão anterior.

2020

Pandemia de coronavírus (COVID-19)

Em razão da  situação mundial de pandemia provocada pelo Covid-19, a empresa criou um comitê de trabalho para acompanhar a situação e tomar decisões assertivas perante os públicos com os quais se relaciona. A Mercur, antecipando-se aos decretos e considerando a preservação da saúde e segurança de seus colaboradores, decidiu antecipar a paralisação das operações na segunda-feira, 23 de março de 2020, retornando às atividades apenas 40 dias depois. Esta medida foi tomada devido a evolução do coronavírus no Brasil e o posicionamento organizacional que prioriza o cuidado com as pessoas. Mesmo após o retorno, cuidados para evitar transmissão do vírus continuaram sendo implementados e reforçados entre os colaboradores por um longo período, como o uso de máscara e de álcool em gel para higienização constante das mãos. Confira o Plano de Contingência disponível em: Plano de contingência Mercur diante do coronavírus (COVID-19).

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A virada da chave

Inovar sempre fez parte da história da Mercur. Porém, foi em 2007 que a grande mudança começou. Jorge Hoelzel Neto, então diretor da empresa, participou da decisão de contratar uma consultoria, focada em estratégias de negócios sustentáveis. Durante esse trabalho, uma pergunta ressoou: qual era propósito da Mercur? Se a Mercur acabasse, qual seria seu legado? Essa questão pedia uma resposta. Não uma resposta antiga, mas algo novo e com olhos para o futuro, como a Mercur sempre buscou fazer.

O tripé humano-sócio-ambiental deu origem às soluções que viriam depois. Hierarquia horizontal, com voz para toda e qualquer pessoa na empresa. Engajamento em atividades de impacto social, promovendo transformações positivas nas comunidades. Compromisso com a redução do impacto ambiental da produção. E assim, a Mercur recriou sua maneira de agir e enxergar seu próprio trabalho.

Saiba mais sobre esse processo assistindo ao vídeo “Questione sua empresa, mude vidas: Jorge Hoelzel Neto at TEDxLacador”:

Modelo de gestão próprio

A Mercur está sempre em evolução e aberta a novos conhecimentos. Por isso, em 2019, criou um novo jeito de conceber produtos e serviços e de trabalho: o sistema Mercur de cocriação. Essa forma de trabalho alterou a arquitetura da empresa – pessoas foram convidadas a assumir novas posições. A lógica de trabalho está em atender as necessidades das pessoas e construir coletivamente. A empresa começa a atuar por projetos o que possibilita mais autonomia e fluidez nas relações de trabalho.

“O modelo de gestão da Mercur não tem um nome, não se encaixa em uma teoria específica, ele está sendo estruturado de uma forma que fique mais adequado  ao propósito da Mercur de participar da construção de um mundo de um jeito bom pra todo o mundo.”, explicou Jorge Hoelzel, facilitador da Mercur.

Saiba mais em: Modelo de gestão que prioriza o diálogo e autonomia na tomada de decisão.

Encontre a história completa no livro Narrativas Mercur.

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