Responsabilidade socioambiental e Saúde

Por que incentivar a cadeia de algodão reciclado?

Publicado em: 9 de maio de 2022

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

Por: Paes.digital

São mais de 2 mil litros de água utilizados em uma camiseta de algodão, o equivalente ao que uma única pessoa beberia em 3 anos. O algodão reciclado costuma ser uma alternativa para quem quer contribuir com a redução desse uso, diminuir o volume de resíduos nos aterros e aumentar o ciclo de vida dos tecidos evitando produção de novos materiais virgens.

Vem do algodão a fibra que é a matéria-prima empregada na produção de diversas peças de vestuário e outros produtos feitos de tecido, que utilizamos no dia a dia.

Para chegar até eles, depois de ser plantado e colhido nos campos, o material passa por alguns processos físicos e químicos, em que consome muitos insumos e em grande quantidade.

Entre estes insumos está a água, um dos bens naturais mais preciosos do nosso planeta, que se não for preservado poderá se esgotar.

Para se ter uma ideia, a produção têxtil usa cerca de 93 bilhões de metros cúbicos de água anualmente, de acordo com a Ellen MacArthur Foundation. Isto seria o equivalente a 37 milhões de piscinas olímpicas.

Uma camiseta de algodão, por exemplo, pode exigir até 2.720 litros de água para ser produzida, de acordo com relatório do Instituto de Água.

A boa notícia é que existem alternativas para o algodão convencional, uma delas é o algodão reciclado.

 

Uma escolha mais eficiente em termos de sustentabilidade

Este tipo de algodão usa 91% menos água “azul”- retirada de corpos d’água subterrâneos e superficiais, como lagos e rios de água doce – do que o algodão convencional, conforme mostra o estudo do Textile Exchange de 2017.

Além de utilizar menos água, ele tem uma pegada relativamente baixa, quando se trata de poluição do solo, dos lençóis freáticos e das águas subterrâneas.

O algodão reciclado é feito a partir dos resíduos de algodão pré ou pós-consumo. No primeiro caso, é a reciclagem dos restos de fios e tecidos. Já no segundo, reciclagem de roupas usadas e descartadas.

Sempre é importante ressaltar que a redução dos volumes de produção de têxteis convencionais globais, através do consumo consciente como a redução de consumo de novas peças de vestuário, por exemplo, deve ser a primeira estratégia para redução dos impactos negativos da produção têxtil.

Hoje toneladas de produtos têxteis se transformam em resíduos, e a reciclagem se apresenta como uma estratégia para evitar o descarte dos resíduos têxteis em aterros .
Para termos uma ideia, o equivalente a um caminhão de roupas é enviado para o aterro ou à incineração a cada segundo, enquanto menos de 1% das fibras têxteis usadas na produção de roupas são recicladas e destinadas para a produção de novas peças, segundo a Fundação Ellen MacArthur.

 

E como funciona a reciclagem do algodão?

Primeiro, os resíduos de algodão são separados por cor e por tipo. Depois, eles são triturados juntos, mecanicamente e sem o uso de água, corantes ou produtos químicos.

Assim nascem as fibras de algodão simples, que são refiadas, passando por processos de cardagem e aparelhamento para atingirem a espessura desejada e depois serem fiadas mais uma vez.

Para tornar-se similar ao do algodão tradicional, este fio passa por um processo de estreitamento – na mesma máquina do algodão comum.

Para, por fim, após as fibras serem transformadas em fio novamente, produzir o tecido.
Esse tecido pode ter diferentes composições de fibras recicladas, como por exemplos mesclas de PET com algodão, de algodão com poliéster, entre outras; e também pode ser de uma mesma composição, como por exemplo fibras 100% algodão, que torna o produto reciclado mais viável para um nova reciclagem no fim da sua vida útil.

Geralmente, devido à mistura de cores dos diferentes tecidos um lote nunca sai exatamente da mesma cor que outro.

 

Um produto com matérias-primas renováveis

Aqui na Mercur, temos um compromisso em criar soluções sustentáveis. Com este propósito, criamos a nossa Bolsa Térmica Natural com Algodão Reciclado.

 

A Bolsa Térmica Natural com Algodão Reciclado é uma alternativa sustentável para aplicação de frio e calor terapêuticos. #PraCegoVer #PraTodosVerem Uma mulher está sentada em um sofá. Seus braços estão apoiados sobre uma mesa redonda e com a mão direita ela segura uma xícara. Ela usa uma Bolsa Térmica Natural com Algodão Reciclado que circula seu pescoço de um ombro a outro. Tanto em cima da mesa quanto ao fundo há diversas plantas.

 

Ela é indicada para fins terapêuticos, com aplicação de frio e calor, e foi desenvolvida através da cocriação, em que reunimos usuários do tratamento da termoterapia, profissionais da saúde e públicos relacionados. Tudo isso com o objetivo de causar o menor impacto humano, econômico, social e ambiental. A Nova Bolsa Térmica está disponível em três tamanhos: P, G e Cervical.

O novo modelo possui capa de Algodão Reciclado e revestimento interno de Algodão Orgânico e Agroecológico, além do preenchimento com o caroço de açaí da Palmeira-Juçara.

O algodão é reciclado a partir de aparas de resíduos têxteis de fibra de algodão e se utiliza inclusive das sobras dos processos fabris de outros produtos da Mercur.
Ao utilizar o algodão reciclado e reciclável nas novas bolsas estamos reduzindo os impactos ambientais negativos gerados pela produção de algodão convencional e pelo descarte inadequado de tecidos.

Já os caroços usados nas bolsas são cultivados através do manejo agroecológico, que contribui para preservar a natureza e a saúde dos agricultores, priorizando a biodiversidade e demais recursos naturais próprios do local de produção, sem utilizar componentes químicos, como agrotóxicos e pesticidas.

Além disso, o caroço do fruto da Palmeira Juçara vem da extração da polpa de açaí por produtores cooperados da região da Mata Atlântica. A utilização desse subproduto garante o aproveitamento de um resíduo que anteriormente, muitas das vezes, era apenas descartado. Esse fator amplia o valor da cadeia produtiva local e auxilia na preservação da mata e da espécie da Palmeira Juçara, ameaçada de extinção.

Na capa interna que armazena os caroços ainda utilizamos o Algodão Orgânico e Agroecológico, o mesmo da Bolsa Térmica Natural, porque era necessário contar com um tecido fino para envolver os caroços e manter eficiente o aquecimento da bolsa.

Optamos, então, por manter o algodão orgânico e agroecológico nessa parte do produto, considerando também o consumo de tecido que gere o menor impacto socioambiental possível já que ele é renovável e cultivado sem produtos químicos. Desta forma, há um menor comprometimento da biodiversidade e do ecossistemas e há a melhora da qualidade do solo, diminuindo o impacto ambiental.

 

Quando usar a nova Bolsa Térmica Natural?

A Nova Bolsa Térmica Natural, quando quente, é indicada para os seguintes casos:

  • tensões e dores musculares
  • cólicas
  • lesões nas articulações e músculos em fase crônica
  • dor de cabeça causada por tensão muscular na região cervical
  • rigidez nas articulações após períodos de imobilização

O modelo também proporciona aquecimento corporal, conforto, relaxamento e bem-estar.

 

Já enquanto fria, é indicada para os seguintes casos:

  • dores musculares agudas e edemas
  • hematomas leves
  • picadas de insetos
  • olheiras e inchaços no rosto
  • queimaduras leves
  • pós-operatórios de cirurgias faciais
  • pré/pós-aplicação de injeções
  • relaxamento e descanso para a área dos olhos

 

Além de prática para aquecer ou resfriar, possuir formatos versáteis e poder ser utilizada em qualquer parte do corpo, a Nova Bolsa Térmica é uma ótima alternativa para cuidar de você e do nosso planeta!

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