Saúde e Tecnologia assistiva

Mãe ajuda a criar recurso de Tecnologia Assistiva para filha e ajuda muitas pessoas

Publicado em: 20 de dezembro de 2017

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Por: Engaje! Assessoria de Imprensa

Aline Cavalli tem 29 anos é mãe da Débora, 9 anos. A sintonia entre as duas é a prova de que o amor e o cuidado são capazes de criar, inspirar e ainda ajudar o próximo.

Quem vê de perto o brilho no olho da mãe ao ver a filha sorrindo ao conseguir fazer novos movimentos, ganha o dia. Débora nasceu com Paralisia Cerebral e mais tarde foi diagnosticada com Síndrome de West e Autismo. Nenhum destes quadros desmotivou ou impediu Aline, que é uma mãe muito dedicada, de buscar o melhor para o desenvolvimento, para a educação e para a vida ativa de sua filha.

Nesta caminhada, Aline cruzou com o projeto Diversidade na Rua, da empresa Mercur, na escola em que a Débora frequentava, em Porto Alegre. Foi durante uma oficina de legitimação e experimentação do Fixador de Mão em Tira, um recurso de Tecnologia Assistiva que possibilita a independência e favorece a autonomia de pessoas que tenham dificuldade de segurar objetos, dentre eles escova de dentes, brinquedos, talheres, pincéis e canetas. Já na ocasião, cheia de ideias, Aline sugeriu que o produto tivesse cores diferentes para cada tamanho, para que facilitasse no momento da escolha adequada ao perfil de cada pessoa. Sua dica foi muito bem recebida e hoje o produto está disponível em cinco cores, cada uma com um tamanho e especificidade. Foi nesta mesma oficina que Débora conseguiu segurar nas mãos pela primeira vez uma boneca.

“Eu fiquei muito emocionada porque até então, devido às limitações, ela não tinha segurado nada com as próprias mãos. Hoje ela utiliza o fixador para segurar o lápis na escola e também utilizamos para dar mais estabilidade a ela, principalmente no uso do andador”, conta.

Mas a cabeça cheia de ideias de Aline, que também funciona como uma extensão do corpo da filha para traduzir suas necessidades, não parou por aí. Assim que saiu da oficina, ela comprou uma bolsa para água quente e tratou de desenhar e recortar o protótipo de um recurso que hoje está em fase de legitimação e deve ser lançado em breve. A ideia de Aline foi criar um recurso para que a filha pudesse segurar sozinha a mamadeira. O produto possibilitará a muitas outras pessoas, de crianças a idosos, segurar outros utensílios como brinquedos, copo, garrafa de água e até a cuia de chimarrão.

“Em pouco tempo de atendimento com a Débora, já deu para perceber muita coisa legal. Toda a família é bem engajada, tem iniciativa e criatividade para incentivar o desenvolvimento dela em vários espaços além da escola. Essa aposta nela e a certeza de que o trabalho que faço tem continuidade em casa, é muito gratificante. Contar com recursos que auxiliam ainda mais na autonomia dela também é muito bom”, relata Stevan de Melo Pinto, profissional especializado em fisioterapia neurofuncional que coordena a clínica Studio Neuro, em Porto Alegre.

Aline relata que fica muito empolgada ao ver uma marca se importando com este assunto e pensando nelas. “Temos que adaptar praticamente tudo para a Débora, de cama a banheiro. É muito bom participar deste processo e ter a oportunidade de contar as nossas experiências para desenvolver recursos que atendam necessidades. Antes não pensávamos que a minha filha pudesse segurar um lápis. Hoje eu consigo perceber a alegria no rosto dela quando consegue realizar uma tarefa diferente”.

“A Aline tem uma participação muito especial por essa presença, sempre com ideias tão legais. Elas são a prova da legitimidade do Diversidade, de que ele é feito com pessoas reais, com soluções simples e que façam sentido para a vida delas”, relata Cristina Fank, terapeuta ocupacional.

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