Inclusão: como ser proativo em atendimentos de saúde e educação?
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Acompanhar a reabilitação, pensar em recursos para inclusão e buscar oferecer uma vida com mais independência e autonomia faz parte do desafio dos profissionais
Neste texto você vai encontrar:
- Quais as perguntas essenciais que profissionais de saúde e educação devem fazer nos atendimentos?
- Importância de realizar essas perguntas
- Para que são usados recursos de inclusão
Quando pensamos nos desafios que os profissionais de saúde e educação enfrentam para garantir que seus atendidos sejam protagonistas de sua própria saúde, é impossível não reconhecer a importância do trabalho realizado por aqueles que pesquisam e se aprimoram para oferecer os melhores tratamentos e recursos.
Segundo a terapeuta ocupacional Tatiane Barp, quando uma pessoa procura um profissional de reabilitação ou um educador que tenha um olhar para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, ele busca alguém que ajude nas suas dificuldades.
“Após uma avaliação específica do caso, o profissional deve verificar qual a demanda do cliente, qual o objetivo do processo de reabilitação ou educacional a ser contemplado. O cliente e o profissional precisam estar alinhados no plano terapêutico para que o tratamento e a escolha do recurso de Tecnologia Assistiva sejam mais efetivos”, argumenta.
Quais as perguntas essenciais que profissionais de saúde e educação devem fazer nos atendimentos?
1) Qual atividade ou tarefa seu atendido quer executar e não está conseguindo?
É importante saber o que mudou na vida da pessoa que está sendo atendida, comportamentos e atividades que eram feitas anteriormente, e hoje, a pessoa não consegue mais executar, ou encontra dificuldades.
2) Qual o desejo da pessoa? O que ela gostaria de voltar a fazer?
Além de olhar para o lado físico da pessoa, é preciso entender suas necessidades e como as limitações afetam a saúde mental e autoestima dos atendidos. Quais atividades a pessoa gostaria de retomar, o profissional pode traçar um plano para atingir esse objetivo.
3) Por que o recurso de Inclusão irá auxiliar na execução dessas atividades?
Questões diárias como se alimentar, escovar os dentes ou escrever, que parecem simples, podem ser difíceis para algumas pessoas. Recursos de inclusão, provenientes da tecnologia assistiva, podem transformar a rotina de pessoas com deficiência motora.
Qual a importância destas perguntas?
Para Tatiane, essas perguntas podem estreitar a relação profissional-atendido.
“Nem sempre o que pensamos como recurso servirá para o nosso cliente. Às vezes, ele não consegue se adaptar ou se frustra durante a execução da tarefa. Então, escolher o recurso de Tecnologia Assistiva é muito singular e precisa ser muito bem pensado, caso contrário, o material ficará esquecido pelo cliente, e os objetivos não serão alcançados”, analisa.
Para a terapeuta, o profissional precisa ser claro nas suas condutas.
“Sempre converse com seu paciente, participe do cotidiano dele para entender o contexto. Se ele precisa, por exemplo, do recurso para o trabalho, visite o trabalho dele e observe os seus movimentos e necessidades, só assim você conseguirá entender a real necessidade do seu cliente e junto com ele escolher o melhor recurso de Tecnologia Assistiva”, explica Tatiane.
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