Saúde

Como garantir segurança para mãe e bebê na amamentação?

Publicado em: 12 de maio de 2023

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

Por: Arquipélago

Amamentação deve ser a única fonte de alimentação até os seis meses de vida.

Neste texto você vai encontrar:

  • Importância da amamentação para mãe e bebê
  • Quais as principais dificuldades na amamentação
  • Benefícios da termoterapia para as mães
  • Doação de leite materno

 

Primeira alimentação humana e fonte de nutrientes para funções biológicas iniciais, o leite materno é considerado o melhor alimento para os bebês.

Os benefícios da amamentação incluem o reforço da imunidade frente a infecções,  desenvolvimento psicológico e criação de vínculo entre mãe e criança.

Dados do Ministério da Saúde estimam que o aleitamento materno consiga diminuir em até 13% a morte de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis, como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de reduzir o risco de asma na fase adulta, desenvolver diabetes tipo 2 e obesidade.

“Nos países em desenvolvimento a amamentação é assunto prioritário e significa a diferença entre sobreviver e morrer para milhares de crianças”, destaca a enfermeira obstétrica Soninha Silva (Coren 383.225), representante da Associação Brasileira de Aleitamento Materno.

Líquido complexo, o leite materno tem carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, minerais, substâncias imunocompetentes (imunoglobulina A, enzimas, interferon), além de fatores moduladores de crescimento.

É considerado um alimento completo e suficiente, inclusive em relação à ingestão de água, por atender todas as necessidades do bebê nos seis primeiros meses de vida.

Depois, complementado por alimentos saudáveis até os dois anos de idade da criança. A enfermeira Soninha destaca também que a produção de leite pela mãe contribui para a saúde da mulher, pois amamentar reduz os riscos de câncer de mamas e de ovários, hipertensão, diabetes, depressão pós-parto, hemorragias uterinas e obesidade (a cada litro de leite materno produzido a mãe pode perder 800 calorias).

Conforme a enfermeira, o último estudo nacional sobre amamentação, promovido pelo governo em 2008, estimou uma duração média  do aleitamento exclusivo de apenas 54,11 dias, além da prevalência de 23,3% e 9,3% aos 4 e 6 meses, respectivamente.

“As pesquisas também detectam que 49% das mães oferecem um ou mais alimentos supérfluos diariamente para as crianças abaixo de um ano de idade, sendo que em menores de seis meses, 14,5% já faziam uso de refrigerantes; 29,1% de iogurtes; 43,6% de queijo e 19,7% de leite fermentado”, lista Soninha.

Porém, diferente do que ocorre com os demais mamíferos, Soninha destaca que a amamentação da espécie humana não é um ato puramente instintivo: mães e bebês precisam aprender a amamentar e ser amamentados, a fim de serem ajudados a prevenir e superar dificuldades encontradas no processo.

“A confiança materna na amamentação deve ser estimulada, pois é sabido que muitas mães deixam de amamentar mais pelas dificuldades encontradas e pela falta de apoio do que por escolha própria”, avalia a enfermeira. Em 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) citou que “ensinar as mães a amamentar poderia salvar 1,3 milhão de crianças por ano”.

Uma amamentação de sucesso, apresenta Soninha,  depende de inúmeros fatores, entre eles, a decisão da mãe de amamentar (desejar, querer e poder), um peito que produza e libere leite e um bebê capaz de sugar o seio materno de maneira correta.

Quais são as principais dificuldades da amamentação?

A tarefa materna de amamentar, apesar de muito importante e trazer uma série de benefícios, pode envolver desafios.

Para isso, é fundamental que a mulher tenha uma rede de apoio com políticas públicas, profissionais de saúde, familiares, empregadores, colegas de trabalho para dar suporte e favorecer o processo de amamentação.

 

Veja quais os principais desafios da amamentação e como enfrentá-los:

  • Demora na descida do leite

O leite demora, em média, de três a quatro dias para “descer” após o parto, mas esse tempo pode ser maior em algumas mulheres. Cesarianas programadas, quando a mulher não entra em trabalho de parto (por fatores hormonais e por dificultar a amamentação na primeira hora de vida do bebê), partos prematuros e obesidade materna são algumas das causas.

Quando o leite demorar para descer, a estimulação da mama com sucção frequente do bebê, com a extração manual ou por bomba de leite materno pode ajudar.

A Mercur desenvolveu uma bomba de tirar leite, produzida com borracha natural e sem substâncias químicas, como bisfenol A e ftalato. O produto contém bulbo com formato anatômico para melhor encaixe na mão.

  • Recém-nascido com dificuldade para sugar

Alguns bebês não conseguem sugar o leite materno; outros tentam mas não conseguem; há os que não conseguem abocanhar o mamilo e a aréola; podem possuir a chamada “língua presa”; e as condições da mama podem dificultar o processo.

O uso de bicos de silicone e chupetas podem ser uma das causas também. Para ajudar na amamentação, recomenda-se a suspensão do uso de bicos de mamadeiras e chupetas, utilização de apoio para mamas grandes, como almofadas para amamentação, e variar a posição do bebê ao amamentar.

O uso da bomba de Tira-Leite enquanto o bebê não consegue sugar, pode ajudar a estimular a mama a produzir leite materno, com posterior oferta desse leite no copo ou colher.

Consultar profissionais de saúde é recomendado para identificar as dificuldades e orientar a conduta mais adequada.

  • Mamilo plano ou invertido

Essa situação pode dificultar a amamentação, mas não impedir porque o bebê abocanha também a aréola, e não apenas o mamilo. Ajude o bebê a abocanhar mamilo e aréola juntos durante a amamentação, e teste diferentes posições para a pega.

  • Mamilos doloridos e machucados

A sensibilidade nos seios após o parto é normal. Porém, sentir dor para amamentar por mais tempo é sinal de que algo precisa ser alterado.

A causa mais comum de dor na amamentação é a pega e/ou posicionamento inadequado do bebê para mamar.

Enquanto os mamilos estiverem doloridos, varie a posição da mamada, comece pela mama não machucada e procure enxaguar os mamilos com água limpa ao menos uma vez ao dia.A Bolsa Térmica Gel para Seios da Mercur pode auxiliar.

Ela cobre totalmente o seio,  pode ser usada tanto fria quanto quente e é reutilizável. No caso frio, seu uso auxilia na flacidez, ajuda a enrijecer e tonificar os seios, ativa a circulação do sangue.

O uso quente ajuda a dissolver caroços que podem se formar durante a amamentação e proporciona sensação de conforto e alívio quando o seio está dolorido.Não há comprovação de que pomadas para amamentação podem ajudar a cicatrizar mamilos machucados.

  • “Leite empedrado”

Acontece quando a mama produz leite além da quantidade esperada, enchendo a ponto de esticar a pele. Fica endurecida ou com a presença de caroços.

Popularmente é conhecido como “leite empedrado”.Para evitar que isso aconteça, deixe o bebê mamar sempre que quiser.

Massagens ou movimentos circulares nas mamas, nos pontos “empedrados” e a retirada de leite, com uma bombinha de tirar leite, antes de colocar o bebê para mamar, amaciando a aréola, podem ajudar também.

  • Mastite (inflamação das mamas)

Este problema causa inchaço em uma parte da mama e vermelhidão podendo causar dores no corpo, febre e mal-estar.

A causa da mastite pode ser excesso de tempo do leite no peito e/ou rachadura no mamilo, que age como porta de entrada para bactérias.

Nesse caso, recomenda-se procurar o serviço de saúde e um médico, mas a amamentação não precisa ser interrompida durante o tratamento da mastite.

  • Hiperlactação (excesso de leite)

É quando a mulher produz leite além do que o bebê consome e pode provocar algumas dificuldades na amamentação.

Para evitar a situação, evite tirar leite das mamas antes das mamadas. A indicação é só fazer isso quando elas estiverem muito cheias.

Outra dica é amamentar em apenas uma mama em cada mamada, tirando leite da que não foi usada.

E também amamentar de maneira mais deitada ou de lado – já que nessas posições o fluxo de leite diminui. É possível, ainda, doar o leite excedente para o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta de Leite Humano, quando houver em sua cidade.

 

Como saber se meu leite é suficiente para o bebê?

É importante destacar que grande parte das mulheres produz quantidade suficiente de leite, no caso da criança mamar com frequência, com tempo e pega adequados.

Essas situações estimulam a produção do leite materno e o esvaziamento da mama. Para amamentar, é importante que a mulher esteja tranquila e segura durante a amamentação.

Se o bebê chorar ou ficar alguns dias sem fazer cocô, não significa que o leite esteja sendo pouco.

A Bolsa Térmica Natural pode ajudar nesses casos, pois é um tratamento de termoterapia indicado para aliviar cólicas das crianças.

É uma alternativa sustentável para a aplicação de calor e frio terapêuticos, produzida em tecido de algodão 100% orgânico e preenchida com caroços de palmeira juçara, cultivados em processo de agroecologia.

O que ajuda na produção do leite materno:

  • Procurar um ambiente mais tranquilo e confortável para amamentar;
  • Assegurar uma rede de apoio;
  • Ingestão de água suficiente por parte da mãe, para matar a sede e manter-se hidratada;
  • Alimentação adequada e saudável.

E quando não é possível amamentar?

“Quando não é possível a amamentação, é preciso reconhecer a possibilidade e os avanços que existem e confiar nos profissionais de saúde que acompanham o desenvolvimento da criança. A mulher, como protagonista desse momento, deve ser ouvida, respeitada e acolhida, sem julgamentos. Para as mães que, por algum motivo, não puderem amamentar, indica-se que mantenham bastante contato pele a pele com seu filho, segure no colo, olhe nos olhos durante esse momento. Assim como poderá ter a possibilidade de estabelecer uma amamentação mista,” explica a enfermeira especialista em amamentação Soninha.

Soninha conta que  seu trabalho nasceu da experiência em cuidar de bebês desde os 12 anos de idade, e da sua dificultosa amamentação do seu filho João Gabriel.

“Bem como da demanda de mulheres que desejam amamentar, mas precisam de apoio físico e emocional para desenvolverem uma maternidade consciente,  melhorando  o conhecimento quanto à gestação, parto, pós-parto e como cuidar do bebê com segurança”, sentencia sua missão.

Você sabia que pode doar leite humano?

Todas as mães que amamentam são possíveis doadoras de leite humano, bastando que estejam saudáveis e sem usar medicamentos que interfiram na amamentação.

Maio, além do mês das mães, também celebra o “Maio Branco” com o Dia Nacional e Mundial de Doação do Leite Humano e Semana Nacional de Doação do Leite Humano, no dia 19.

A data foi instituída pela Lei 13.227/2.015, que procura sensibilizar para a importância da doação de leite, além da proteção e promoção do aleitamento materno. Para informações sobre doação de leite, procure o sistema de saúde da sua cidade.

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