Responsabilidade socioambiental

Borracha Natural e Borracha Sintética: você sabe a diferença?

Publicado em: 11 de abril de 2019
Por: Engaje! Assessoria de Imprensa

Cada matéria-prima é empregada conforme necessidade de maleabilidade, elasticidade ou resistência a altas temperaturas e oxidação.

Borrachas escolares, Bolsa para Água Quente, Tira Leite Materno, Elásticos e Fisiobol. O que esses itens da Mercur têm em comum? O uso da borracha na composição. Há muito tempo essa matéria-prima é utilizada para fabricar produtos no mundo inteiro, mas o que poucos sabem é que existem dois tipos de borracha, a natural e a sintética, e que o emprego de cada uma delas e os impactos causados na produção são diferentes.

A Mercur, que atua nas áreas de Educação e Saúde, busca promover mudanças constantes na sua forma de atuar. A empresa se dispõe a repensar sua presença no mundo constantemente e por isso pratica um olhar atento para a sustentabilidade, o que envolve reduzir impactos e utilizar cada vez mais matérias-primas renováveis em seus produtos e serviços. Daí surge o interesse de compreender como funciona o emprego de cada matéria-prima.

Enquanto a Borracha Natural é obtida por meio do látex, seiva da planta, que é produzido em algumas espécies vegetais tropicais, mas principalmente da extração da seringueira (Hevea brasiliensis), uma árvore nativa da região amazônica, a Borracha Sintética, como o próprio nome diz, é um material artificial que provém de produtos químicos obtidos através do petróleo ou gás natural. O principal componente para a sua produção é o Nafta, também utilizado para a produção de plásticos, detergentes, solventes, fios e fibras sintéticos, fertilizantes, etc.

Origem que importa: de onde vem a borracha que a Mercur utiliza?

 

Um homem está na mata, de pé em frente a uma árvore seringueira. Ele está marcando o tronco da árvore com uma ferramenta própria para a extração do látex.

Pedro Pedreira de Castro, extraindo látex da seringueira, RESEX Riozinho do Anfrísio, Terra do Meio, Pará FOTO: Rogério Assis/ISA #PraCegoVer Um homem está na mata, de pé em frente a uma árvore seringueira. Ele está marcando o tronco da árvore com uma ferramenta própria para a extração do látex.

 

A Borracha Sintética utilizada pela Mercur em alguns de seus produtos é adquirida de indústrias petroquímicas. Já a Borracha Natural, que a empresa busca empregar na maioria de seus produtos, é adquirida de seringais de cultivo, que passam por processo de industrialização, e de reservas extrativistas situadas no Pará e no Acre, onde o látex é obtido e manufaturado artesanalmente.

 

Em um ambiente com paredes de madeira e uma grande janela com vista para a floresta, estão estendidas diversas mantas de borracha natural, sobre cordas de varal.

Oficina de MANTA, orientada por técnicos da Mercur, a preteleira com as mantas secando. FOTO: Lilo Clareto/ISA #PraCegoVer Em um ambiente com paredes de madeira e uma grande janela com vista para a floresta, estão estendidas diversas mantas de borracha natural, sobre cordas de varal.

 

Leopoldo Leo Spies, químico que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos da Mercur, ressalta que a borracha sintética é proveniente do petróleo, que é uma fonte natural, porém não renovável. “É um recurso finito e seu processamento envolve grande consumo de energia e emissões. Já a Borracha Natural proveniente de cultivo tem o impacto de ser uma monocultura e na etapa de processamento há um grande consumo de água. Com a borracha proveniente de reservas extrativistas, o impacto é positivo, pois envolve a preservação da floresta, uma vez que as árvores são nativas e estão distantes entre si. Neste caso, o seringueiro é que ajuda a preservar a floresta e recebe a garantia de um valor justo para a realização de seu trabalho”, comenta.

Uma curiosidade é que uma parte da Borracha Natural utilizada é adquirida por meio do Projeto Borracha Nativa, que busca a (re)construção da cadeia sustentável da borracha. Desde 2010, a empresa atua nessa ação que visa estabelecer um modelo de comercialização justo entre as empresas e as comunidades extrativistas da Amazônia. Funciona assim: a Mercur adquire uma parcela da borracha natural (látex), matéria-prima dos seringueiros das Reservas Extrativistas do Xingu (Rio Iriri e Riozinho do Anfrísio), no município de Altamira, no Pará e de uma cooperativa de seringueiros do município de Tarauacá no Acre.

 

Empregabilidade

Sobre uma superfície branca, estão dispostos um punhado de elásticos coloridos. Eles estão misturados nas cores amarelo, branco, verde, roxo e rosa.

Os elásticos são alguns dos produtos que utilizam borracha natural em sua composição. #PraCegoVer Sobre uma superfície branca, estão dispostos um punhado de elásticos coloridos. Eles estão misturados nas cores amarelo, branco, verde, roxo e rosa.

 

A Borracha Natural é utilizada em compostos que necessitam ter maleabilidade, elasticidade, resiliência e fácil retração, que os faz voltar ao tamanho original. Por isso, para os Elásticos, por exemplo, a Mercur utiliza apenas a Borracha Natural em sua formulação.  Já a borracha sintética é utilizada quando se requer aspectos que a Borracha Natural não atende, como: boas qualidades mecânicas, resistência a altas temperaturas e resistência à oxidação, óleos, graxas, ozônio, luz solar.

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