Responsabilidade socioambiental e Saúde

Como a sustentabilidade e a nossa saúde estão conectadas

Publicado em: 29 de julho de 2022

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Por: Paes.digital

A nossa saúde e a do planeta estão conectadas. Isso porque, quando optamos por atitudes mais saudáveis para o nosso dia a dia, também estamos contribuindo para a manutenção do planeta. No blog de hoje vamos falar sobre esta relação, e do papel dos alimentos orgânicos nesse processo.

Os alimentos orgânicos são produzidos sem uso de agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos.

No seu processo de produção, são utilizadas técnicas para manter a qualidade do alimento e que respeitam o meio ambiente, a saúde do trabalhador agrícola e a do consumidor.

Frutas, legumes, verduras, hortaliças, carnes, ovos, feijão e cereais são alguns exemplos que podem ser produzidos dessa forma.

Aqui na Mercur, as refeições são servidas com alimentos orgânicos. Esta iniciativa faz parte da nossa preocupação com as pessoas e com o planeta.

“Desde 2013, servimos arroz orgânico duas vezes por semana e feijão orgânico, uma vez por semana. Em 2014 ampliamos, e, a partir de 2015, feijão e arroz passaram a ser servidos diariamente e vão além. Há também, arroz integral, batata doce, mandioca, alface, açúcar mascavo, soja e trigo. Alguns alimentos dependem da oferta e, eventualmente, são orgânicos, como: cebola, couve, chuchu, abobrinha, cenoura, beterraba, repolho, brócolis, farinha de milho, melancia, banana, laranja e bergamota”, explica João Carlos Kipper Trinks, coordenador da área de Impactos da Atividade da Mercur.

Afinal, consumir orgânicos é tão importante quanto praticar a coleta seletiva e a reciclagem, por exemplo.

 

Os alimentos orgânicos e o cuidado com o meio ambiente

De acordo com um estudo realizado pela UnB, o cultivo sustentável dos alimentos é o terceiro motivo que os consumidores consideram para justificar o consumo de orgânicos. Do total, 33% deles disseram preocupar-se com o meio ambiente.

E, de fato, a agricultura orgânica busca diversificar e integrar a produção de espécies vegetais e animais com o objetivo de criar ecossistemas mais equilibrados, como mostra este estudo da URFJ.

Por serem cultivados de maneira mais natural, os alimentos orgânicos são mais ricos em nutrientes.

“Priorizamos adquirir os produtos orgânicos disponibilizados por nossos fornecedores, o que torna a refeição da Mercur ainda mais saudável, sustentável e saborosa. Isso porque, os alimentos são produzidos sem agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos e são ofertados conforme a sazonalidade”, explica a nutricionista Bruna Assmann, da Ao Ponto, empresa que serve as refeições aqui na Mercur.

Com a agricultura convencional, em larga escala, já é diferente. Para facilitar uma maior produção, são utilizados agrotóxicos que influenciam diretamente na qualidade dos alimentos e na saúde daqueles que consomem e daqueles que o produzem.

Esses produtos químicos também geram impactos consideráveis no solo, água, vegetação e nos animais locais.

Estima-se que, no Brasil, sejam usadas cerca de 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano para combater insetos, fungos e ervas daninhas nas lavouras.

Por outro lado, com os alimentos orgânicos contribuímos para estimular uma sociedade preocupada e consciente.

“Este modelo de produção agrícola, amigável ao meio ambiente e crucial para a regeneração do Planeta, pois, não polui o ar, a água e o solo e ainda contribui para melhorar a saúde integral, de maneira saudável e natural, em harmonia com pessoas e meio ambiente”, completa João.

E ainda existem outros benefícios desta opção de alimento mais natural. Veja a seguir:

 

Benefícios dos alimentos orgânicos

  • Ausência de agrotóxicos – não são utilizados pesticidas sintéticos na agricultura orgânica.
  • Contribui com quem vive no campo – a agricultura orgânica ajuda a melhorar as condições de vida socioeconômicas das comunidades rurais. Afinal, os cultivos orgânicos precisam de mais mão de obra, gerando emprego e renda para quem não vive nas cidades.
  • Conservação do solo – por visar a conservação da fertilidade do solo, este modelo de agricultura adota práticas de rotação de culturas (alternância de espécies vegetais, dentro do mesmo período agrícola ao longo dos anos de cultivo, numa mesma área) e adubação verde (promovendo a reciclagem de nutrientes do solo). Estes processos têm como princípios retirar o mínimo possível do solo, já que ele é considerado um organismo vivo.
  • Redução de poluição ambiental – como já citamos, a agricultura convencional pode poluir o solo de cultivo com produtos químicos. Ela também dificulta a fixação de nitrogênio pelos microrganismos que habitam o solo, deixando-o mais pobre.
  • Manutenção do bem-estar animal – os animais são alimentados com produtos orgânicos e mantidos em locais mais espaçosos e menos estressantes, na produção orgânica. Isso ajuda a reduzir o uso de hormônios artificiais ou antibióticos sintéticos.
  • Promoção da biodiversidade – a ausência de agrotóxicos e a conservação do solo ajudam na preservação de pássaros, insetos e outros animais.

De forma geral, a agricultura orgânica busca melhorar a fertilidade do solo, maximizando o uso eficiente dos recursos locais. E, assim, contribui para a manutenção do nosso planeta.

Felizmente, a busca por alimentos orgânicos tem aumentado consideravelmente. Isso mostra que estamos criando mais consciência da importância da alimentação para a saúde, qualidade de vida e bem-estar.

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