Responsabilidade socioambiental

Geração de valor compartilhado é aposta da Mercur com Bolsa Térmica Natural

Publicado em: 10 de maio de 2021
Por: Engaje! Assessoria de Imprensa

Por meio da cocriação, empresa aposta em projeto capaz de unir sucesso empresarial e progresso social, gerando valor compartilhado por toda sua cadeia produtiva.

É possível unir o sucesso empresarial e o progresso da sociedade? Para quem aposta na criação de valor compartilhado, a resposta é sim. Esse modelo de negócio propõe uma nova forma de obter sucesso econômico nos negócios na qual os elos de uma cadeia produtiva e da sociedade são beneficiados. No Brasil, a Mercur, indústria de 96 anos que atua na área da saúde e educação, é uma das organizações que têm se movimentado para fazer isso, por exemplo, por meio da cocriação de sua Bolsa Térmica Natural. 

Na visão mais comum da administração, segundo Michael Porter e Mark Kramer – reconhecidos pesquisadores da área,  a contribuição das empresas para a sociedade se dá na geração de lucro, que possibilita o pagamento de salários, a geração de empregos, consumo e impostos. Nesse sentido, as organizações atuam com o foco em maximizar seus resultados reduzindo custos e incitando, cada vez mais, o consumo de seus produtos. Esse processo, somado a globalização das cadeias de produção, a pressão de investidores por resultados de curto prazo e a terceirização das atividades, acabou por afastar as empresas das comunidades nas quais atuam e por se eximirem da responsabilidade pelos problemas sociais, ambientais e comunitários que estas enfrentam. Além disso, geram a sensação de que, por mais que seus lucros aumentem, a sociedade ao seu redor pouco ou nada se beneficia. 

Já a perspectiva do valor compartilhado, pela definição de Porter e Kramer,  envolve a geração de valor econômico de forma a criar também valor para a sociedade (com o enfrentamento de suas necessidades e desafios). Assim, o sucesso da empresa fica diretamente ligado ao progresso social. Essa visão se difere de conceitos como responsabilidade social, filantropia ou sustentabilidade, pois não compreende essa contribuição para a sociedade de forma periférica nas atividades da organização, mas a coloca no centro. 

Ela entende que problemas ou deficiências sociais podem criar custos internos para a empresa, como, por exemplo, a necessidade de treinamentos para superar deficiências educacionais. Dessa forma, o enfrentamento dessas questões não elevam necessariamente o custo da empresa, “pois esta pode inovar com o emprego de novas tecnologias, métodos, operações e abordagens de gestão”, segundo Porter e Kramer. Assim, quem adere a essa visão de negócios busca gerar um valor compartilhado com toda sua cadeia de produção e comunidade. 

 

A Bolsa Térmica Natural e a Geração de Valor Compartilhado

É o que a Mercur vem trabalhando para fazer desde 2008 quando a empresa passou por uma virada de chave. Esse processo foi fruto de uma série de reflexões pelo qual a organização passou e se questionou seu papel no mundo, a partir de uma perspectiva mais humana e preocupada com o bem-estar do planeta como um todo. Nesse momento, um dos principais questionamentos foi se a forma como atuava estava realmente ajudando as pessoas ou se deixaria um legado apenas de rendimento financeiro e esgotamento de recursos naturais. 

A partir disso, decidiu abrir diálogos, promover espaços internos para conversas e acolher diferentes opiniões na busca pela construção do mundo de um jeito bom pra todo o mundo. O resultado disso foram várias mudanças, como a adoção da gestão horizontal, a escolha da cocriação como um processo para aprimorar e criar produtos e processos, a decisão de abandonar algumas linhas de produtos que estavam desalinhadas com o seu propósito, entre outros.

Além disso, a Mercur definiu alguns direcionadores para sua atuação, entre eles substituir importações, valorizando a produção local e contribuir para a promoção de ocupação e renda na sociedade. O primeiro busca a valorização e incentivo da produção e economia local, proporcionando a geração de empregos, educação e qualificação de trabalhadores locais, criação de novas ocupações e de inovação em produtos e serviços, entre outras iniciativas. Já o segundo quer promover condições para construções conjuntas de geração de ocupação e renda nos locais em que a empresa atua. 

Liciani atua na Mercur há 19 anos e hoje é a anfitriã do projeto da Bolsa Térmica Natural. #PraCegoVer Uma mulher está de pé, sorrindo e posando para a foto. Ela está em um corredor amplo e coberto, na entrada da Mercur.

Um dos projetos mais significativos dessa trajetória foi a criação da Bolsa Térmica Natural. Ela é feita com caroços do açaí da Palmeira Juçara, que  eram descartados após o despolpe da fruta, e de uma macia camada de algodão orgânico. Produzidos por agricultores agroecológicos, esses insumos representam mais uma fonte de renda para centenas de famílias que auxiliam na preservação dos biomas em que se inserem, priorizam o menor impacto ambiental possível, cultivam relações de produção sem exploração humana ou animal e são pautadas pelo comércio justo e solidário. Dessa forma, o produto materializa o posicionamento da empresa ao tornar real a possibilidade de oferecer uma escolha de consumo mais responsável e com o menor impacto negativo humano, social e ambiental possível.“ Para nós, muito mais que uma relação de compra, queremos estimular que esses nossos parceiros se envolvam com os projetos e se desenvolvam. A Bolsa Térmica Natural foi uma oportunidade de conseguir fazer isso”, afirma Liciani Lindemayer, anfitriã do projeto na Mercur.

Seu desenvolvimento se deu por meio da cocriação, metodologia que reúne técnicos da empresa, usuários, pesquisadores, estudantes, profissionais de saúde entre outros públicos para criar um item conectado com as necessidades das pessoas. Desde o início de sua concepção, foi estabelecido como diretriz do projeto privilegiar a geração de renda local para pequenos produtores e cooperativas e por isso elegeu matérias-primas de fornecedores que tem um um alto senso de responsabilidade com o meio ambiente e com as pessoas, traduzido em impacto social, são eles a Cooperativa Justa Trama e a Econativa – Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina. “Vimos muito valor em nos aproximar dessas cadeias agroecológicas, pois além de sua contribuição ambiental e para a biodiversidade, tem impactos sociais positivos focados na economia solidária, no cooperativismo e no comércio justo. Assim, conseguimos contribuir para a sustentabilidade desses negócios e, consequentemente, auxiliá-los a ampliarem suas redes e possibilidades”, destaca Liciani. 

Nem o custo mais elevado do algodão orgânico e agroecológico foi um impedimento para Mercur priorizá-lo para a confecção da Bolsa Térmica Natural. “Se optássemos por um insumo produzido de maneira convencional, seu preço não levaria em conta os custos ambientais e sociais de sua produção. Por esse motivo, vimos que valia a pena apostar em um material diferenciado”, destaca Liciani. Já em relação ao caroço de açaí foi preciso negociar um valor justo para os produtores já que esse era um subproduto sem valor de mercado e referência até então. “Por meio de um processo transparente, aberto e de levantamento dos custos envolvidos na produção, conseguimos chegar em uma remuneração capaz de incentivar a continuidade desse cultivo”, afirma Liciani. 

O projeto da Bolsa Térmica Natural privilegia a geração de renda local para pequenos produtores e cooperativas.#PraCegoVer Sobre um cesto de palha repleto de caroços de açaí há três Bolsa Térmicas Naturais, uma pequena, uma grande e uma cervical.

Dessa forma, a Bolsa Térmica Natural buscou gerar valor compartilhado por toda sua cadeia. Entre seus principais impactos estão:

  • a priorização de recursos naturais e utilização de um subproduto (caroço), ampliando sua utilidade e valor agregado para os produtores;
  • a contribuição para a preservação da floresta e animais da Mata Atlântica e da espécie Juçara (em extinção);
  • a redução de impactos negativos na produção como consumo de água, lixo, energia, insumos químicos, entre outros;
  • participação na formação de arranjos cooperativos e na geração de renda local;
  • comprovação da funcionalidade de um recurso natural atestada pelo registro da Anvisa;
  • incentivo ao atendimento da legislação pertinente quanto ao manejo e uso da terra.
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